Duas mulheres foram presas em flagrante pela Polícia Federal (PF), durante o fim de semana, por manter uma adolescente de 17 anos e outras mulheres em um esquema de exploração sexual em condições análogas à escravidão, em Vista Alegre do Abunã, distrito de Porto Velho. Após audiência de custódia, ambas receberam liberdade provisória.

As suspeitas, que não tiveram os nomes divulgados pela polícia, coordenavam um estabelecimento que tem uma aparência de bar, mas na verdade é um espaço de exploração sexual. Quatro pessoas trabalhavam e viviam no local, entre elas uma adolescente que foi trazida de outro estado.

As vítimas ficavam “presas” no esquema por causa de um sistema que a PF chama de “endividamento progressivo”. Elas tinham que pagar por deslocamento, alojamento, alimentação e consumo de bebidas e eram multadas caso descumprissem regras internas. Além disso, só podiam sair acompanhadas das responsáveis pelo local.

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As funções das suspeitas eram divididas: a proprietária era responsável pelo recrutamento e controle financeiro das trabalhadoras e a atuava como gerente, fiscalizando os trabalhos, controlar o caixa e aplicar sanções. A PF encontrou cadernos de anotações com registros de programas sexuais.

Também participaram da ação o Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Defensoria Pública da União (DPU).

FONTE/CRÉDITOS: Alan Nascimento